Diagnóstico
A política criminal mundial transicionou do poder punitivo do Antigo Regime (deixar viver, fazer morrer) ao biopoder moderno, humanista e burguês (fazer viver, deixar morrer). Nesse ínterim, as garantias de direitos fundamentais, o respeito à dignidade humana, o compromisso com a igualdade e a preferência à reintegração, e não ao castigo, foram idealizados para combater certas emergências, como o terrorismo, o crime organizado e, mais recentemente, a pandemia da Covid-19; sem dúvidas, isso somente gerou reação dos globalistas e progressistas quanto aos direitos humanos.
A desordem criminal é tão grande que temos um sistema prisional dominado por facções, um domínio territorial com governança própria, recrutamento interno e terrorismo e investigações e perícias insuficiente, sobrecarregada e descoordenada.
O impacto não é só o impacto direto às vítimas, mas para a sociedade como um todo indiretamente, com a fuga de investimentos, as retrações comerciais (do varejo ao setor imobiliário), o encarecimento do transporte e o encarecimento operacional, com gastos cada vez mais altos com o nosso sistema jurídico desfuncional e com mais segurança.
Violência é também um problema econômico, não apenas policial.

